sábado, 25 de maio de 2013

Café do Brasil

Café do Brasil

Graças ao estado capixaba, o Brasil é o segundo maior produtor de café robusta do mundo, perdendo somente para o Vietnã. Devido às suas regiões baixas e temperatura elevada, este tipo de cultura se consolidou no Espírito Santo desde o fim da década de 1920. Atualmente, o estado é responsável por 65% da produção nacional de conilon.
No passado, a maioria dos agricultores que plantava café arábica tinha medo que suas lavouras fossem substituídas pelo robusta, pois seus custos de produção são bem menores e atingem altos índices de produtividade. O Brasil como participante da Organização Internacional do Café (AIC) também tinha ressalvas quanto à inclusão deste tipo de cultura. A grande preocupação era promover uma divisão das cotas brasileiras entre arábica e robusta e, conseqüentemente, gerar diminuição na receita cambial do país. Isto fez com que os produtores interessados no plantio de robusta arcassem sozinhos com a inclusão e desenvolvimento das novas lavouras de conilon. Não houve qualquer tipo de auxílio financeiro do governo.
O sucesso de tanto trabalho e dedicação não seria possível sem algum tipo de organização. A criação do Instituto Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural (INCAPER) e do Centro de Desenvolvimento Tecnológico do Café (CETCAF) são exemplos claros e atuais da preocupação em garantir qualidade e apoio aos produtores. A Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (COOABRIEL) fornece um material super rico sobre a história e implementação da cafeicultura no Espírito Santo. Se você quer mais detalhes, confira aqui.
Tanta coragem e perseverança deram ao estado o título de segundo maior produtor de robusta do mundo. Parabéns aos agricultores capixabas visionários. A eles, todo meu respeito!
Café do Espírito Santo (Robusta)
Robusta (73%)
Altitude média: 100 – 300 metros
Variedades de café mais cultivadas:
Canephora Conillonis
Sabor:
Apresenta características neutras
Algumas Cidades produtoras:
Nova Venecia, Sao Gabriel da Palha, Linhares, Colatina, Rio Bananal, São Mateus, Vila Valério, Aguia Branca
Algumas Fazendas da Região:
Produtor: Vagno Penitente
Local: Córrego Várzea Alegre – Vila Valério
Produtor: José Bento Brunatti
Local: Córrego Dourado – Vila Valério
Produtor: Luis Carlos e Marcos Aurélio Bachanelo (irmãos)
Propriedade: Sítio cachoeirinha
Local: Córrego da Prata – São Gabriel da Palha
Produtor: Paulo Oliari
Local: Alto Liberdade – Marilândia”
Rondônia deve muito para a cafeicultura! O início da colonização agrária atraiu muitas pessoas para morar no estado e se estabelecer por lá. Quem migrasse e investisse no desenvolvimento da região, ganharia a oficialização da ocupação temporária da área por meio de um título de posse. Foi mais ou menos assim que tudo começou. Atualmente, o estado é o segundo maior produtor de café robusta do Brasil, com uma produção de aproximadamente 165 mil hectares.
De modo geral, o cultivo do café conillon em Rondônia é feito em pequenas áreas e contam com grande aproveitamento de mão-de-obra familiar. A maior parte dos frutos de seus pés de café é seca em terreiro e seu crescimento não é muito uniforme. Infelizmente, a infra-estrutura precária e o baixo nível tecnológico facilitam o surgimento de grande quantidade de grãos defeituosos.
O clima da região é quente, úmido e conta com a estação de seca bem curta. A temperatura média anual varia de 24,6 °C a 25,6 °C e seus índices pluviométricos médios anuais superiores a 1.400 mm. Um dado interessante é que 90% da produção de Rondônia é de café robusta. Em Vilhena, entretanto, existem algumas plantações com a espécie arábica.

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